Inventário Florestal

Como reduzir os custos do inventário florestal usando o Mata Nativa Móvel

O inventário florestal é uma ferramenta de grande importância no gerenciamento dos recursos florestais, reunindo informações que são imprescindíveis para o planejamento e execução de atividades impactantes, de forma a direcionar e minimizar os impactos ambientais.

Nesses estudos, muitas vezes, fica impraticável inventariar 100% (Censo) da área florestada em virtude das limitações de recursos financeiros associados ao tamanho da área. Diante disto, ao dimensionar os custos do inventário florestal, deve-se considerar o tempo de serviço, tamanho da área, mão-de- obra necessária e infraestrutura.

Dica 1

Usualmente, para grandes extensões territoriais, utiliza-se do emprego de métodos de amostragem, que possam reproduzir estimativas precisas e eficientes dos diferentes parâmetros populacionais, e assim, reduzir os custos do inventário. No entanto, a amostragem deve satisfazer o erro de amostragem percentual (E%), parâmetro mais utilizado pelos órgão de fiscalização para validar o inventário florestal.

Dica 2

Outra forma de redução dos custos, é a utilização da tecnologia já disponível para agilizar os processos e assim reduzir o tempo de serviço. Com isso, pensando em melhorar os trabalhos de campo, etapa mais onerosa do inventário florestal, a Cientec desenvolveu o Mata Nativa Móvel, aplicativo para coleta de dados em campo, com GPS, hipsômetro e máquina fotográfica integrados, possibilitando a coleta de informações quantitativas (CAP e H) e qualitativas (qualidade de fuste) das árvores de forma digital.

Para se aprofundar, veja também:Coleta de dados do inventário florestal utilizando o Mata Nativa Móvel

A utilização de fichas de campo para coleta de dados, sem dúvida alguma, demanda mais tempo, visto que a anotação das informações é realizada duas vezes, uma no campo anotando na prancheta, e outra no escritório, ao digitar em uma planilha para posterior consistência e processamento dos dados. Isso, sem considerar dados ilegíveis, erros de digitação e falta de informação para árvores ou parcelas.

Com o Mata Nativa Móvel, o usuário já vai para campo com as parcelas e uma lista de espécies de provável ocorrência cadastradas no projeto a ser elaborado. Essa funcionalidade torna o processo de coleta de dados mais ágil e confiável.

Dica 3

Para as unidades de amostra, a dica é cadastrar o número de parcelas a ser realizada no dia, pois assim, no campo será necessário apenas a coleta das coordenadas geográficas através do próprio aplicativo MN Móvel e realizar os registros fotográficos, anexando as fotos, automaticamente, ao arquivo do projeto que será exportado para o software Mata Nativa 4.

Dica 4

Para a lista de espécies, é recomendável que realize o apanhado de estudos já realizados na área, ou próximos à área para gerar uma lista florística de provável ocorrência, pois assim o usuário ganhará tempo na digitação dos nomes e posteriormente, redução no trabalho de consistência dos dados.

Outra funcionalidade do Mata Nativa móvel, e grande vantagem, é a possibilidade do usuário realizar o cálculo do erro de amostragem (E%) em campo, tanto para amostragem casual simples quanto estratificada, e assim subsidiando a tomada de decisão quanto à suficiência amostral para parcelas alocadas. É possível ainda o usuário saber quantas parcelas ainda são necessárias ser alocadas, através do número ótimo de parcelas. Na Figura 1 encontra-se a tela do MN Móvel com os resultados do cálculo da amostragem de um projeto exemplo.

Figura 1 – Resultado do cálculo do erro de amostragem (E%) no Mata Nativa Móvel.

Veja também: Dicas de materiais e equipamentos para coleta de dados em campo

Para as espécies, a suficiência amostral é um conceito utilizado em estudos fitossociológicos para informar se a amostra utilizada é “representativa” da comunidade vegetal em estudo. A curva do coletor, por sua vez, é uma técnica que surgiu da relação espécie-área, considerada de grande importância na caracterização de comunidades vegetais, e que vem sendo extensivamente utilizada em estudos de fitossociologia, particularmente no Brasil para indicar a suficiência amostral. Através do Mata Nativa Móvel o usuário visualiza a curva do coletor de forma simples e rápida, com a opção de considerar por parcela alocada ou por riqueza de espécies. Na Figura 2 encontra-se a tela do aplicativo MN Móvel com a curva espécie-área.

Figura 2 – Curva coletora, número de espécies x parcela alocada, elaborada no Mata Nativa Móvel

Diante do exposto, e considerando que a campanha de campo é a etapa do inventário florestal que gera maior custo, utilizar o Mata Nativa Móvel para coleta de dados em campo, sem dúvida alguma, é a melhor forma de reduzir os custos do inventário florestal, juntamente com o software Mata Nativa 4, para realizar o processamento e elaboração dos relatórios com os resultados, de forma rápida e confiável. Contudo, é extremamente importante, realizar um bom planejamento de todas as atividades a serem realizadas, prevendo sempre uma margem de segurança.

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Sobre o autor

Marcelo Christovam Simões

Formado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa, iniciou os primeiros trabalhos de inventário florestal, de florestas nativas e plantadas, na DAP Engenharia Florestal em 2006. Desde então, teve como experiências o planejamento e execução de inventários para empresas do setor privado, como ArcelorMittal, Vale, MCR - Mineração Corumbaense Reunida S.A, MRS Logística S.A, SIMASA – Siderúrgica do Maranhão S/A e também do setor publico, como CEMIG e SFB – Serviço Florestal Brasileiro. Em 2014, participou do Inventário Florestal Nacional do Rio Grande do Norte como líder de equipe e coordenador geral de campo, através da empresa Building Forests. Posteriormente, integrou a equipe técnica da Brandt Meio Ambiente, passando pela experiência de trabalhos com projetos de licenciamento ambiental. Atualmente é Consultor de Vendas
do Software Mata Nativa 4.