Amostragem em Conglomerado

Amostragem em Conglomerado

A amostragem em conglomerados é vista como uma variação da amostragem em dois estágios, onde o segundo estágio é sistematicamente organizado dentro do primeiro estágio de amostragem (PÉLLICO NETTO & BRENA, 1997).
De acordo com os autores acima citados, quando comparado com o processo de amostragem casual simples, este pode oferecer certa vantagem quando a população alvo do inventário for extensa e a variável de interesse apresentar grande até razoável homogeneidade.

Estimativas

Notações:
N = número total potencial de conglomerados na população;
M = número de subunidades do conglomerado;
n = número de conglomerados amostrados;
Xij = variável de interesse.

Média da população por subunidade

Amostragem

Média das subunidades por conglomerado

Amostragem

Variância da população por subunidade

Amostragem

Como na amostragem por conglomerados é possível dividir a variância total em dois componentes de variação (ENTRE e DENTRO) dos conglomerados, pode-se realizar uma análise de variância para obter estimativas isoladas destes dois componentes da variância.
Assim, através da análise de variância pode-se dizer que:

Amostragem

Onde:

Amostragem = variância entre os conglomerados;

Amostragem = variância dentro dos conglomerados, ou entre as subunidades.

Amostragem

Amostragem

Amostragem

Assim, a estimativa da variância total resulta:

 

Amostragem

 

Coeficiente de correlação intra-conglomerados

O coeficiente de correlação intra-conglomerados é definido como o grau de similaridade entre subunidades dentro dos conglomerados. Esta similaridade por ser facilmente percebida, pelo fato de que quanto mais próximas as estiverem as subunidades em um conglomerado, tanto mais correlatas serão entre si e vice-versa.

Amostragem

O coeficiente de correlação intra-conglomerados pode assumir valores entre 0 e 1. Será igual a zero quando não existir variância entre os conglomerados, sendo a variância total explicada apenas pela variância dentro dos conglomerados. Será igual a um quando a variância dentro dos conglomerados for nula, ou seja, não existe variância entre as subunidades dos conglomerados e a variância total é devida apenas à variância entre conglomerados.
O coeficiente de correlação intra-conglomerados é utilizado para avaliar o grau de homogeneidade do volume na floresta. Assim, quanto menor for o valor de r tanto mais homogênea será a floresta e vice-versa.
Na prática, o limite aceitável do coeficiente de correlação, para aplicação da amostragem em conglomerados em inventários florestais é: 0 = r = 0,4. Este intervalo enquadra populações absolutamente homogêneas (r = 0), até as razoavelmente homogêneas (r = 0,4).

 

Variância da média

Amostragem

Na maioria das vezes, o fator de correção para conglomerados é insignificante, face a grande extensão das populações, e por isso pode ser desprezado. A variância da média fica simplificada da seguinte forma:

Amostragem

Em função do coeficiente de correlação intra-conglomerados, a estimativa da variância da média é dada por:

Amostragem

 

Variância da média relativa

Amostragem

Erro padrão

Amostragem

Erro de amostragem

a. Absoluto

Amostragem

b. Relativo

Amostragem

 

Intervalo de confiança para a média

Amostragem

Total estimado

Amostragem

Intervalo de confiança para o total

Amostragem

 

Intensidade amostral

Número ótimo de subunidades do conglomerado

Amostragem

Número de conglomerados

Amostragem

Em que: Amostragem; e LE = limite do erro de amostragem admitido.

Mata Nativa

O Mata Nativa é ferramenta de trabalho e pesquisa nas principais empresas de consultoria, órgãos de fiscalização do governo, universidades e centros de pesquisa, além de contar com importantes clientes como Petrobrás, Vale, Cenibra, International Paper e Natura.

Compre Agora

Contatos

 Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
 (31) 3892-5008
 Av. P.H. Rolfs, 305, Sala 20   Viçosa, MG

Redes Sociais