Diversidade abrange dois diferentes conceitos: Riqueza e Uniformidade.

Riqueza refere -se ao número de espécies presentes na flora e/ou, na fauna, em uma determinada área. Uniformidade refere-se ao grau de dominância de cada espécie, em uma área.

Existem vários índices de quantificação da diversidade de um ecossistema, os quais possibilitam inclusive comparação entre os diferentes tipos de vegetação.

Os índices utilizados no Mata Nativa 4 são:

Shannon-Weaver (H'):

Índices de diversidade de Shannon-Weaver: considera igual peso entre as espécies raras e abundantes (MAGURRAN, 1988).

Diversidade

em que:

N = número total de indivíduos amostrados;

n i = número de indivíduos amostrados da i-ésima espécie;

S = número de espécies amostradas;

Diversidade = logaritmo de base neperiana (e).

Quanto maior for o valor de H' , maior será a diversidade florística da população em estudo. Este índice pode expressar riqueza e uniformidade.

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Simpson (C):

O Índice de dominância de Simpson mede a probabilidade de 2 (dois) indivíduos, selecionados ao acaso na amostra, pertencer à mesma espécie (BROWER & ZARR, 1984, p.154).

Uma comunidade de espécies com maior diversidade terá uma menor dominância.

O valor estimado de C varia de 0 (zero) a 1 (um), sendo que para valores próximos de um, a diversidade é considerada maior.

Diversidade;    Diversidade

em que:

Diversidade = é a medida de dominância

C = índice de dominância de Simpson;

n i = número de indivíduos amostrados da i-ésima espécie;

N = número total de indivíduos amostrados;

S = número de espécies amostradas.

Pielou (J'):

Equabilidade de Pielou:

Diversidade

em que:

Diversidade = índice de Equabilidade de Pielou;

Diversidade = Diversidade(S) = diversidade máxima;

S = número de espécies amostradas = riqueza.

O índice de Equabilidade pertence ao intervalo [0,1], onde 1 representa a máxima diversidade, ou seja, todas as espécies são igualmente abundantes.

Coeficiente de Mistura de Jentsch (QM):

O "Coeficiente de Mistura de Jentsch" (HOSOKAWA, 1981), dá uma idéia geral da composição florística da floresta, pois indica, em média, o número de árvores de cada espécie que é encontrado no povoamento. Dessa forma, tem-se um fator para medir a intensidade de mistura das espécies e os possíveis problemas de manejo, dada as condições de variabilidade de espécies.

Diversidade

em que:

S = número de espécies amostradas;

N = número total de indivíduos amostrados.

Quanto mais próximo de 1 (um) o valor de QM , mais diversa é a população.

No caso do programa Mata Nativa 4, o valor de QM é apresentado em forma de proporção, ou seja, o programa faz uma divisão de N/S (inverte a expressão original) e o resultado apresentado é uma proporção do número de indivíduos em relação ao número de espécies para cada parcela e para o total.

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 Jackknife:

Estimativas de Jackknife para índice de diversidade de Shannon-Weaver (HELTSHE & FORRESTERS, 1985; NETER et al , 1992; KREBS, 1989):

Se utiliza onde a pressuposição de normalidade dos dados não é verificada.

Após se estimar o índice de Shannon-Weaver (H'), estima-se n pseudovalores aplicando a seguinte expressão:

DiversidadeDiversidade para i = 1,..., n

Em seguida, estima-se a média ( Diversidade) dos n pseudovalores Diversidade, o desvio-padrão ( Diversidade) e o erro-padrão ( Diversidade), mediante o emprego das seguintes expressões:

Diversidade;    Diversidade;    Diversidade

E estima-se o intervalo de confiança para H', mediante o emprego da expressão:

Diversidade

em que:

Ji = pseudovalores de Jackknife

H'i = índice de Diversidade de Shanno-Weaver

N = parcelas de área fixa

Diversidade = média aritmética dos n pseudovalores de Diversidade

Diversidade = Desvio-padrão

Diversidade = Erro-padrão

IC= Intervalo de Confiança para H'